Sentimentos para hoje: Estranheza

Um gajo afasta-se uns dias'zitos (anos vá, mas não me batam mais!) da blogosfera, da blogaysfera e da blgbtimaisfera, e parece que está perdido. Parece que acordou de um sono profundo, uns anos mais à frente (2062, quiçá), onde tudo está diferente. Mudado, assim, para o parado. Para um deserto estranho, onde os lugares que conhecia, ou estão quase fechados, ou fechados. As dinâmicas que outrora existiram, estão quebradas, e apenas encontramos os resistentes. O Mark, O Francisco, o Silvestre e a Dezanove. 

Se esta é a sensação de acordar anos depois do seu tempo, apenas posso dizer que é estranha. Esquisita. Esquisitinha, vá. Diferente de tudo o que já se viveu. Bem sei que o mundo muda. Nós mudamos. Tudo muda. Mas nunca estamos preparados para um regresso a situações, em que já não estávamos faz tempo, porque agora não nos sabemos como comportar. Agir. Falar. Comentar. Entramos em pézinhos de lã, porque agora não sabemos quem é que estará disponível para estar presente, fazer-se presente e para comungar de uma visão comum. 

Agora tudo é novo, mesmo sendo velho. Tudo é uma descoberta virginal, mesmo não havendo nada recente para perder. Tudo é tacteado a medo, mesmo que tenhamos uma pele enrugada. Tudo nos exige paciência, mesmo que a idade nos tenha trazido uma falta de compaixão. Tudo nos deixa saudades, mesmo que não exista forma de recuperar o que já passou. Tudo é como é, mesmo que os nossos sonhos de infância, se tenham perdido por ai, nas esquinas da vida. Mesmo que os planos mirabolantes de adolescência, tenham ficado congelados lá atrás, algures. Mesmo que estejamos interiormente alterados, e lutemos diariamente para não assumir essa condição.

Bom sábado!  

2 comentários:

Este blogue não é uma democracia e eu sou um ditador’zinho… pelo que não garanto que o comentário seja publicado. Mas quem não arrisca…