Decisões






Sobre a última publicação deste blogue, relativamente ao Pablo Alborán, apenas quero deixar claro que sou contra essa cena do “assumir”, como se isso fosse uma condição. Cada um de nós, é como é, e deve viver de acordo com aquilo que acredita. Se é importante a tomada de posição do cantor espanhol, considerando o facto de ser uma figura pública e ter uma exposição mediática enorme, claro que sim, mas ressalvo que continuo a considerar que ele não tinha essa obrigatoriedade perante o mundo. Vejo-o como um ato de amor ao próximo, de querer mostrar a outras gerações e culturas, que a felicidade é possível, independentemente da orientação sexual. 

Tudo isto me faz lembrar, há uns anos atrás, um conhecido meu que me enviou uma mensagem pelo Facebook. Ele exigia-me que assumisse que namorava com não-sei-quem, há não sei-quanto-tempo. Como não o fiz, porque acho que não o tinha que fazer, até porque ele não me era nada (muito menos meu amigo), deixou-me de falar. E eu fiquei muito chateado a chorar lágrimas de sangue (#NOT). 

Porque vamos lá ver, eu não tenho obrigação de dizer o que quer que seja, só porque alguém acha que sim. Sempre fui muito rebelde em relação a tudo. E nunca fui muito de mostrar o que sinto. E, pasme-se, sou completamente resolvido nesse ponto. Portanto, na mesma linha que não respondi à outra criatura, numa outra situação totalmente oposta, quando questionado por um colega de trabalho, se namorava com tal pessoa, e há quantos anos, eu respondi sem pudor. Porque eu gosto de fazer o que quero, e não aquilo que os outros acham que tenho de fazer.

Notícias (a)variadas - Pablo Alborán



"Penso que em muitas situações esquecemos do amor que nos une, que nos torna mais fortes e melhores. E hoje, com este amor, quero contar algo muito pessoal. Sempre  lutei contra o racismo, xenofobia, machismo, transfobia, homofobia, qualquer tipo de ódio, e hoje quero que o meu grito seja um pouco mais alto [...] Estou aqui para dizer-vos que sou homossexual, e não há problema, a vida continua a mesma. Preciso ser um pouco mais feliz do que já era". 


Pablo Alborán - Cantor Espanhol 


Notícia aqui

Mitch Van de Laar



Descobri este menino nestes últimos dias que andei "desaparecido em combate". Ele é actor, modelo, treinador pessoal e giro. Tem uma cara de miúdo fofinho, de quem precisa de carinho. Oh God, vou ser um quarentão super tarado*.  


Ahhhhhhhhhhh, na segunda parte da publicação têm uma surpresa para vocês. Não se babem "faxavô". E querem o Instagram do menino? Bom, aqui está ele


*Para já sou um quarentão cheio de dores no corpo. 

Pipis e Pipinhas








Será um “pipi” inferior a uma “pilinha”? A importância de uma “pilinha” é superior ao de um “pipi”? Alguém sabe o valor de mercado de uma “pilinha” face a um “pipi”? Estará indexado ao “brent”? Bom, para um homem que gosta de homens, a resposta será óbvia, mas isso acaba por ser acessório quando se fala de produções televisivas, ou cinematográficas, do “mundo hétero”. A verdade, é que desde sempre, que o pudor do corpo masculino face ao feminino, é diametralmente diferente. Como se falássemos do sol e da lua, ficando assim, as mulheres em clara desvantagem e por conseguinte, desvalorizadas. 

Os produtores, realizadores, argumentistas, etc e tal, não têm problema nenhum em pedir a uma atriz para se despir, mostrando tudo e mais alguma coisa (inclusivamente o “pipi”), mas em relação aos atores, ai jesus!, “pilinhas” não! Mas para calar algumas vozes do “contra”, vamos mostrar o rabo de A ou de B, só para dizer que há igualdade. Sim, vamos exibir o “rabiosque” de um ator famoso para ver se o pessoal se contenta e “deslarga” a crítica, mas mesmo assim não convém abusar, porque a sociedade gosta é de ver gajas nuas e não é “panilas”. Aliás, nunca o foi, que isso é coisa do demónio. Cruzes, canhoto.

Tirando algumas produções mais audazes (lembro-me, por exemplo, da série de “Spartacus”, que mostrava “pilinhas”), a generalidade é extremamente púdica, relevando o machismo da sociedade. Ou seja, “pipis” tudo bem, “pilinhas” não, que não somos “cá desses”. Mesmo que isso faça sentido na narração de uma história. Isto parece-me “só estúpido”. Ou é igual para todos ou não é para ninguém. Não faz sentido algum que, por exemplo, ao sair da cama numa cena intensa de sexo, a mulher saia nua, e o homem de roupa interior, não é? Ah já sei, o homem por natureza tem sempre frio no “pingarelho” e então mal acaba de dar uma valente trancada, vai logo vestir os boxers (ou os slips), e à mulher que é “caliente” por natureza, basta-lhe um “lençol’zinho” branco de hotel. Há estupidez maior que esta? É pah, isto para mim revela a síndrome de “macho man” da sociedade e a perpetuação da mulher enquanto objeto sexual. 

E sim, quero lá saber se mostram as “pilinhas” ou não (se quiser ver disso, há imensos sites “porno” ou Only Fans por aí), mas a “moralidade” tem de ser igual para todos. Se fizer sentido numa história mostrar a “pilinha” de alguém, acho que se deve mostrar. Se isso é válido para o corpo feminino, tem de ser válido para os restantes. Aliás, fará algum sentido numa cena de orgia, as mulheres estarem como vieram ao mundo, e os homens de “slips”? Ah já sei, os homens “pinam” vestidos. Está explicado.