Decisões






Sobre a última publicação deste blogue, relativamente ao Pablo Alborán, apenas quero deixar claro que sou contra essa cena do “assumir”, como se isso fosse uma condição. Cada um de nós, é como é, e deve viver de acordo com aquilo que acredita. Se é importante a tomada de posição do cantor espanhol, considerando o facto de ser uma figura pública e ter uma exposição mediática enorme, claro que sim, mas ressalvo que continuo a considerar que ele não tinha essa obrigatoriedade perante o mundo. Vejo-o como um ato de amor ao próximo, de querer mostrar a outras gerações e culturas, que a felicidade é possível, independentemente da orientação sexual. 

Tudo isto me faz lembrar, há uns anos atrás, um conhecido meu que me enviou uma mensagem pelo Facebook. Ele exigia-me que assumisse que namorava com não-sei-quem, há não sei-quanto-tempo. Como não o fiz, porque acho que não o tinha que fazer, até porque ele não me era nada (muito menos meu amigo), deixou-me de falar. E eu fiquei muito chateado a chorar lágrimas de sangue (#NOT). 

Porque vamos lá ver, eu não tenho obrigação de dizer o que quer que seja, só porque alguém acha que sim. Sempre fui muito rebelde em relação a tudo. E nunca fui muito de mostrar o que sinto. E, pasme-se, sou completamente resolvido nesse ponto. Portanto, na mesma linha que não respondi à outra criatura, numa outra situação totalmente oposta, quando questionado por um colega de trabalho, se namorava com tal pessoa, e há quantos anos, eu respondi sem pudor. Porque eu gosto de fazer o que quero, e não aquilo que os outros acham que tenho de fazer.

1 comentário:

Este blogue não é uma democracia e eu sou um ditador’zinho… pelo que não garanto que o comentário seja publicado. Mas quem não arrisca…